sábado, 22 de março de 2014

Selecção Nacional de Surf afina pormenores para o Equador em estágio em Peniche

Press release - A Selecção Nacional da FPS que vai representar Portugal no Mundial de Juniores (ISA World Junior Surfing Championship) no Equador (5 a 13 de Abril), vai fazer o derradeiro estágio nos dias 26 a 28 de Março, em Peniche.

Recordamos que este derradeiro estágio conta já com a Selecção definitiva, ou seja, todos os seus 12 surfistas (ver lista abaixo) e será supervisionado pelo Seleccionador David Raimundo e pela sua equipa técnica.

O Seleccionador explica, resumidamente, os objectivos deste estágio: "O propósito deste estágio é o de preparar o Mundial, treinando vários aspectos técnicos e tácticos e acertar algumas estratégias. Além disso servirá para cimentar ainda mais o espírito de grupo que já é muito forte."

A Selecção Nacional partirá para o Equador dia 31, pelo que ainda terá uma semana para se adaptar às condições da praia LA FAE, em Salinas. O estágio da Selecção Nacional conta com o inestimável apoio da Câmara Municipal de Peniche, dos Bombeiros Voluntários de Peniche e do Peniche Surf Clube.

A Selecção para o ISA World Junior Championship 2014:

Sub 16 Feminino
Inês Bispo
Teresa Bonvalot

Sub 18 Feminino
Camila Kemp
Keshia Eyre

Sub 16 Masculino
Francisco Almeida
Jácome Correia
Luis Perloiro
Vasco Mónica

Sub 18 Masculino
Guilherme Fonseca
João André
Tomás Fernandes
Tomás Ferreira

sábado, 8 de março de 2014

PRIMÓRDIOS DO SURF EM PENICHE: TUDO COMEÇOU HÁ 50 ANOS – VÍDEO

Quando nos fizeram chegar este clip nem queríamos acreditar no que estava perante os nossos olhos. Uma filmagem de surf em Peniche com 50 anos… Seria possível? Era mesmo! Ao que tudo indica este é o registo mais antigo de surf nas praias daquela península, na altura em que o desporto terá começado a surgir no Oeste.

Nas imagens é possível ver um pequeno grupo de crianças a apanhar umas espumas nos antigos colchões repimpa e também um jovem a dar os primeiros passos em cima de uma prancha. As filmagens mostram a zona da Prainha e do Lagido, no Baleal, e foram feitas em 1964. Depois, é possível também identificar outros surfistas já adultos e com alguma experiência na matéria.

A SURFPortugal tentou saber mais pormenores sobre esta filmagem dos primórdios do surf em Peniche e chegou à conversa com João Castanheira. É ele o pequeno surfista que aparece no vídeo. Foi ali, no longínquo ano de 1964 que teve o primeiro contacto e a partir daí o vício cresceu. Juntamente com alguns amigos, tornou-se num dos pioneiros do surf em Peniche.

“Desde que nasci que ia de férias para o Baleal, tanto o meu avô paterno como materno tinham lá casas, e passava lá praticamente os três meses de verão”, começa por explicar-nos o senhor João. “Há cerca de 50 anos começaram a aparecer por lá os primeiros surfistas estrangeiros, australianos ou ingleses, que vinham nas célebres carrinhas pão-de-forma. Foi aí que nasceu o meu interesse”, confessa. A primeira surfada está documentada nestas filmagens da autoria do seu pai.

Foi praticamente amor à primeira vista, pois João Castanheira nunca tinha tido contacto anteriormente com a modalidade, nem sequer tinha visto algo idêntico. O interesse aumentou mas as dificuldades da altura só lhe permitiam surfar precisamente durante as férias. “A minha mobilidade nessa altura era nula: não tinha carta de condução e só podia fazer surf ali”, conta-nos, ele que morava em Carcavelos na altura.

Apesar de morar no berço do surf nacional, João nunca tinha visto surf na Linha. Os tempos eram outros, a atividade não era tão badalada e as pranchas não existiam. “Comprei a minha primeira prancha em 1968 e antes disso só surfava quando me emprestavam prancha”. Algo que apenas acontecia no Baleal. Mas como era a interação com os surfistas estrangeiros e como se deu a iniciação? “Eles explicavam-nos mais ou menos como se fazia e depois desenrascávamo-nos. Ia cada um à vez, até perdermos a prancha. Depois entrava outro”, explica.

Anos mais tarde, já com pranchas, com borrachas a servir de leash, parafina improvisada e os fatos possíveis para a altura, João Castanheira e o grupo de amigos começaram a aventurar-se por eles próprios, já sem a ajuda. O surf continuou na vida de João, mas só até emigrar para o Brasil, em meados de 70. O vício acabou por abrandar um pouco, pois a partir daí só voltou a surfar pontualmente, embora se mantivesse atento ao meio. Contudo a tradição continuou na família.

Surfcastle

O Surfcastle é um dos mais famosos surf camps do Baleal e pertence ao filho de João Castanheira. Curiosamente, era lá que há 50 anos passava férias. “O meu irmão ficou com aquela casa que tem uma localização geográfica única. O facto de estar exposta aos ventos fazia com que se deteriorasse de forma rápida e tinha custos de manutenção elevados. Há poucos anos houve a possibilidade de fazerem uma sociedade e avançaram com o surf camp”, explica.

João Castanheira continua a ir atualmente até ao Baleal e tem notado a evolução que o surf trouxe até à terra. “O surf está na moda e desde que o campeonato do Mundo também veio para Supertubos que tem havido ali um incremento e existe uma enorme movimentação”, conclui. No início do próximo mês, alguns destes pioneiros voltam a juntar-se no “local do crime” para um almoço de comemoração dos 50 anos do surf no Baleal.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Docapesca investe 10 milhões nas lotas de Peniche e Nazaré

A Docapesca vai investir mais de 10 milhões de euros em projectos de requalificação que envolvem quase todas as lotas do país, entre as quais as da Nazaré e de Peniche. O investimento vai ser suportado pela Promar, sendo que 75% vem de verbas comunitárias, e destina-se a melhorar as condições das infra-estruturas. O anuncia foi feito pela ministra da Agricultura e Mar, Assunção Cristas.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Swordfish Hostel em Peniche é o primeiro hostel “amigo do ambiente” em Portugal

O Swordfish Hostel, em Peniche, é o primeiro hostel em Portugal baseado no conceito de upcycling, que consiste na valorização de resíduos ou objectos sem utilidade que são aproveitados através da sua transformação. Rolhas, paletes, caixas de fruta, tampas de plástico, frascos de vidro são alguns exemplos dos materiais de mobiliário e de decoração “amiga do ambiente” do SwordFish Hostel. O Hostel, com capacidade máxima de 12 pessoas, assume um carácter familiar, onde todos os hóspedes se conhecem. Os quartos do Swordfish Hostel são temáticos e têm designações relacionadas com o meio local de Peniche, como Berlengas ou Baleal.

Além de um ambiente ecológico, o hostel oferece aos seus clientes ideias de turismo verde com a reutilização e transformação de “lixo” e promove atividades lúdicas, como a utilização de bicicletas para as deslocações, o que permite conhecer toda a costa de Peniche. As aulas de surf e de mergulho são muito requisitadas e possibilitam um contacto directo e privilegiado com a Natureza, o que cativa os hóspedes para a causa ambiental.

O projecto foi lançado no Verão de 2013 e tem sido uma opção turística de clientes nacionais e internacionais, nomeadamente faixas etárias mais jovens, e é uma iniciativa de Emanuel Neves e Luís Balau, dois antigos estudantes da Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG) do Instituto Politécnico de Leiria (IPLeiria). "Os clientes ficam sensibilizados para a ecologia e, em muitos casos, acabam por adoptar o conceito do upcycling no seu quotidiano", refere Emanuel Neves, um dos directores do hostel ecológico. “A maioria dos nossos clientes é estrangeira. Recebemos, sobretudo, clientes europeus, americanos e australianos que, em termos percentuais, representam 93% dos hóspedes”.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Investigadores em Peniche reproduzem medusas em laboratório para aquariofilia

Pela primeira vez é desenvolvido todo o ciclo de vida da medusa da lua em laboratório. O trabalho foi levado a cabo por investigadores da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar em Peniche, do Instituto Politécnico de Leiria. 

As medusas da lua são pelas características muito procuradas no mercado da aquariofilia. As medusas são compostas por 90% de água e nadam horizontalmente através de pulsações da umbrela, dando aos aquários ornamentais uma grande beleza.

Mas, como reproduzir e manter as medusas da lua, de nome científico aurelia aurita, em aquários? Este é o objetivo da investigação levada a cabo na Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar em Peniche, do Instituto Politécnico de Leiria.

João Chambel, investigador do Grupo de Investigação de Recursos Marinhos, explica que «inicialmente o que fizemos foi tentar perceber qual era o ciclo de vida desta espécie». Um passo que apresentou algumas dificuldades aos investigadores, «orque tem um ciclo de vida complexo, tem uma forma ventónica e plantónica, e essa foi a primeira dificuldade que tivemos de resolver», afirma o cientista.

Mas os investigadores conhecem agora todo o ciclo de vida da medusa. O investigador explica que «esta medusa tem um ciclo de vida indireto, ou seja, tem duas fases. Uma fase de vida ventónica em que os pólipos estão no fundo e libertam as suas éfiras e passam então para a fase de vida livre, que se vão desenvolver até à fase de medusa adulta».

«Nós em laboratório temos todas estas fases e em todas elas já estivemos a trabalhar, portanto, já completámos o ciclo de vida desta espécie», afirma João Chambel.

E as medusas da lua já se encontram a reproduzir nestes tanques da Escola de Tecnologia do Mar em Peniche. «Neste momento já temos medusas com cerca de dois centímetros a partir de pólipos que estavam fixos e falta-nos a parte final de engorda das medusas até obterem um tamanho comercial», afirma.

As medusas da lua são muito procuradas no mercado ornamental, mas até agora o fornecimento assenta na captura no meio natural, isto porque, «para o mercado ornamental é preciso haver um fornecimento contínuo durante todo o ano, que não existe a nível mundial, portanto, há aqui uma porta aberta para explorar este mercado e há uma imensa procura por estas medusas, que têm um elevado valor comercial», afirma o cientista.

Desenvolvido o protocolo de produção e manutenção da medusa da lua, estão criadas as condições para uma exploração comercial da espécie. «Neste momento a empresa ADN Aquárium Design está a querer explorar este novo mercado, ou seja, atualmente há uma procura muito grande por estas medusas que há dez anos não existiam, eram desconhecidas. E este mercado ornamental vive por introdução de novas espécies a um ritmo muito elevado».

Pelo que o investigador acredita que «a oportunidade de as reproduzir é agora, nunca ninguém o tinha feito, não existem empresas a vender esta espécie, portanto, é uma porta aberta para esta nossa empresa portuguesa.

A empresa a que se refere o investigador é a ADN Aquarium Design que é parceira no projeto e para o qual contribuiu com financiamento e que espera agora vir a comercializar a medusa da lua a nível mundial. 

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Já comeu ouriço-do-mar? Algas de Peniche? Este projeto não os vai deixar morrer.

Produtos endógenos como ouriços-do-mar, marmelos, algas de Peniche ou carapau seco, "esquecidos" pelos portugueses, vão ser reaproveitados em experiências gastronómicas, num projeto que pretende revalorizar estes alimentos.

"Os produtos endógenos foram outrora utilizados na nossa mesa e cadeia alimentar, mas foram ficando esquecidos por vários fatores", tais como a industrialização de processamento de produtos e a regulação, que impõe exigências de calibre ou de aparência, disse à Lusa um dos mentores do projeto "Endògenos", Nuno Nobre, que se juntou a António Alexandre, chefe executivo do hotel Marriott Lisboa e do restaurante 100 Vícios, em Cascais.

O objetivo da iniciativa é preservar e valorizar estes produtos, incentivando os pequenos produtores a não os abandonarem, e reintroduzi-los na cadeia de consumo, mas em pequenos nichos de mercado, como o dos restaurantes de autor.

"Um dos desafios é fomentar a continuidade junto dos produtores, para que mantenham a tradição da produção, com a arte antiga e tradicional, ou também com novos processos, mais inovadores", descreveu Nuno Nobre, explicando que a ideia não é massificar o consumo destes produtos.

Estes produtos, continuou, "não devem ser trabalhados pela grande distribuição, que aliás é um dos canais responsáveis pelo desaparecimento destes produtos e destes produtores, devido aos critérios que impõem".

Os dois mentores do projeto elegeram vários produtos endógenos, entre os quais o medronho, pevides de abóbora, carolo de milho, cracas, cavacos, dióspiros, pepino-do-mar, camarinha ou couve penca, que o chefe António Alexandre vai "trabalhar" para apresentar menus em que cada um destes alimentos é predominante.

O projeto "Endògenos" prevê a realização mensal de iniciativas para divulgar estes produtos, realizadas em parceria com as câmaras municipais de regiões onde determinados alimentos são mais típicos e com um operador turístico, que está a promover viagens enogastronómicas -- "Milhas de Sabores" - dentro do país.

São os casos das deslocações à Nazaré para descobrir o carapau seco, a Peniche para conhecer as algas ou a Odivelas para aprender como se faz a marmelada branca no interior do mosteiro.

O próximo evento decorre esta sexta-feira, com um jantar no restaurante 100 Vícios, em que o endógeno em destaque será o ouriço-do-mar, complementado por outros dois: enchidos e batata-doce.

"Ele é esquisito, primitivo, espinhoso e de bonito não tem muito. Mas, se formos mais além dos espinhos, vamos descobrir a delícia escondida dentro de um equinoderme; ouriço-do-mar, para os mais chegados", descreve o projeto sobre o jantar desta sexta-feira.

Nuno Nobre, que nos tempos livres se dedica à pesca e caça submarina, ilustra o sabor deste produto do mar desconhecido da maior parte dos portugueses: "O ouriço é como as ondas a rebentar na nossa boca".

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Exposição - Centro Interpretativo de Atouguia da Baleia

Com o início de mais um semestre de aulas, o Município de Peniche e a Associação Cultural Sénior de Peniche promovem Exposição de trabalhos dos alunos da disciplina de Conservação e Restauro da Universidade Sénior de Peniche, patente no Centro Interpretativo de Atouguia da Baleia de 21 de janeiro a 1 de fevereiro de 2014.

Esta exposição apresenta as peças intervencionadas no contexto das aulas práticas da disciplina de Conservação e Restauro da Universidade Sénior de Peniche (USP) que foi lecionada no segundo semestre do ano letivo 2012/2013. São várias as metodologias de intervenção aplicadas, como variadas são também as tipologias das peças em causa, tais como pintura, cerâmica, escultura, mobiliário, pedra e metais. Esta disciplina proporcionou a oportunidade aos alunos de restaurar algumas peças, trazidas pelos próprios, na sua generalidade com alto valor simbólico e pessoal, que necessitavam de intervenção de conservação, intervenção esta acompanhada pelo técnico superior de conservação e restauro do Município.