segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Investigadores em Peniche reproduzem medusas em laboratório para aquariofilia

Pela primeira vez é desenvolvido todo o ciclo de vida da medusa da lua em laboratório. O trabalho foi levado a cabo por investigadores da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar em Peniche, do Instituto Politécnico de Leiria. 

As medusas da lua são pelas características muito procuradas no mercado da aquariofilia. As medusas são compostas por 90% de água e nadam horizontalmente através de pulsações da umbrela, dando aos aquários ornamentais uma grande beleza.

Mas, como reproduzir e manter as medusas da lua, de nome científico aurelia aurita, em aquários? Este é o objetivo da investigação levada a cabo na Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar em Peniche, do Instituto Politécnico de Leiria.

João Chambel, investigador do Grupo de Investigação de Recursos Marinhos, explica que «inicialmente o que fizemos foi tentar perceber qual era o ciclo de vida desta espécie». Um passo que apresentou algumas dificuldades aos investigadores, «orque tem um ciclo de vida complexo, tem uma forma ventónica e plantónica, e essa foi a primeira dificuldade que tivemos de resolver», afirma o cientista.

Mas os investigadores conhecem agora todo o ciclo de vida da medusa. O investigador explica que «esta medusa tem um ciclo de vida indireto, ou seja, tem duas fases. Uma fase de vida ventónica em que os pólipos estão no fundo e libertam as suas éfiras e passam então para a fase de vida livre, que se vão desenvolver até à fase de medusa adulta».

«Nós em laboratório temos todas estas fases e em todas elas já estivemos a trabalhar, portanto, já completámos o ciclo de vida desta espécie», afirma João Chambel.

E as medusas da lua já se encontram a reproduzir nestes tanques da Escola de Tecnologia do Mar em Peniche. «Neste momento já temos medusas com cerca de dois centímetros a partir de pólipos que estavam fixos e falta-nos a parte final de engorda das medusas até obterem um tamanho comercial», afirma.

As medusas da lua são muito procuradas no mercado ornamental, mas até agora o fornecimento assenta na captura no meio natural, isto porque, «para o mercado ornamental é preciso haver um fornecimento contínuo durante todo o ano, que não existe a nível mundial, portanto, há aqui uma porta aberta para explorar este mercado e há uma imensa procura por estas medusas, que têm um elevado valor comercial», afirma o cientista.

Desenvolvido o protocolo de produção e manutenção da medusa da lua, estão criadas as condições para uma exploração comercial da espécie. «Neste momento a empresa ADN Aquárium Design está a querer explorar este novo mercado, ou seja, atualmente há uma procura muito grande por estas medusas que há dez anos não existiam, eram desconhecidas. E este mercado ornamental vive por introdução de novas espécies a um ritmo muito elevado».

Pelo que o investigador acredita que «a oportunidade de as reproduzir é agora, nunca ninguém o tinha feito, não existem empresas a vender esta espécie, portanto, é uma porta aberta para esta nossa empresa portuguesa.

A empresa a que se refere o investigador é a ADN Aquarium Design que é parceira no projeto e para o qual contribuiu com financiamento e que espera agora vir a comercializar a medusa da lua a nível mundial. 

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Já comeu ouriço-do-mar? Algas de Peniche? Este projeto não os vai deixar morrer.

Produtos endógenos como ouriços-do-mar, marmelos, algas de Peniche ou carapau seco, "esquecidos" pelos portugueses, vão ser reaproveitados em experiências gastronómicas, num projeto que pretende revalorizar estes alimentos.

"Os produtos endógenos foram outrora utilizados na nossa mesa e cadeia alimentar, mas foram ficando esquecidos por vários fatores", tais como a industrialização de processamento de produtos e a regulação, que impõe exigências de calibre ou de aparência, disse à Lusa um dos mentores do projeto "Endògenos", Nuno Nobre, que se juntou a António Alexandre, chefe executivo do hotel Marriott Lisboa e do restaurante 100 Vícios, em Cascais.

O objetivo da iniciativa é preservar e valorizar estes produtos, incentivando os pequenos produtores a não os abandonarem, e reintroduzi-los na cadeia de consumo, mas em pequenos nichos de mercado, como o dos restaurantes de autor.

"Um dos desafios é fomentar a continuidade junto dos produtores, para que mantenham a tradição da produção, com a arte antiga e tradicional, ou também com novos processos, mais inovadores", descreveu Nuno Nobre, explicando que a ideia não é massificar o consumo destes produtos.

Estes produtos, continuou, "não devem ser trabalhados pela grande distribuição, que aliás é um dos canais responsáveis pelo desaparecimento destes produtos e destes produtores, devido aos critérios que impõem".

Os dois mentores do projeto elegeram vários produtos endógenos, entre os quais o medronho, pevides de abóbora, carolo de milho, cracas, cavacos, dióspiros, pepino-do-mar, camarinha ou couve penca, que o chefe António Alexandre vai "trabalhar" para apresentar menus em que cada um destes alimentos é predominante.

O projeto "Endògenos" prevê a realização mensal de iniciativas para divulgar estes produtos, realizadas em parceria com as câmaras municipais de regiões onde determinados alimentos são mais típicos e com um operador turístico, que está a promover viagens enogastronómicas -- "Milhas de Sabores" - dentro do país.

São os casos das deslocações à Nazaré para descobrir o carapau seco, a Peniche para conhecer as algas ou a Odivelas para aprender como se faz a marmelada branca no interior do mosteiro.

O próximo evento decorre esta sexta-feira, com um jantar no restaurante 100 Vícios, em que o endógeno em destaque será o ouriço-do-mar, complementado por outros dois: enchidos e batata-doce.

"Ele é esquisito, primitivo, espinhoso e de bonito não tem muito. Mas, se formos mais além dos espinhos, vamos descobrir a delícia escondida dentro de um equinoderme; ouriço-do-mar, para os mais chegados", descreve o projeto sobre o jantar desta sexta-feira.

Nuno Nobre, que nos tempos livres se dedica à pesca e caça submarina, ilustra o sabor deste produto do mar desconhecido da maior parte dos portugueses: "O ouriço é como as ondas a rebentar na nossa boca".

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Exposição - Centro Interpretativo de Atouguia da Baleia

Com o início de mais um semestre de aulas, o Município de Peniche e a Associação Cultural Sénior de Peniche promovem Exposição de trabalhos dos alunos da disciplina de Conservação e Restauro da Universidade Sénior de Peniche, patente no Centro Interpretativo de Atouguia da Baleia de 21 de janeiro a 1 de fevereiro de 2014.

Esta exposição apresenta as peças intervencionadas no contexto das aulas práticas da disciplina de Conservação e Restauro da Universidade Sénior de Peniche (USP) que foi lecionada no segundo semestre do ano letivo 2012/2013. São várias as metodologias de intervenção aplicadas, como variadas são também as tipologias das peças em causa, tais como pintura, cerâmica, escultura, mobiliário, pedra e metais. Esta disciplina proporcionou a oportunidade aos alunos de restaurar algumas peças, trazidas pelos próprios, na sua generalidade com alto valor simbólico e pessoal, que necessitavam de intervenção de conservação, intervenção esta acompanhada pelo técnico superior de conservação e restauro do Município.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Peniche Sunset Run mais uma vez!

"Agora sim! Esperemos que o tempo melhore, porque vamos ter Peniche Sunset Run, no próximo dia 25 de Janeiro! Durante esta semana, vamos publicar os percursos na nossa página e no dia do encontro, os mesmos estarão disponíveis para consulta, antes da partida (novidade 2014).

Até lá, fiquem com um "cheirinho" do cartaz oficial"

Data: 25-01-2014
Hora: 16:00
Local: Xakra Bar, Praia Molhe Leste

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Surfista portuguesa apanha maior onda de sempre em Peniche

Primeiro o Canhão da Nazaré, agora a Península de Peniche. Joana Andrade, ex-surfista profissional, apanhou a maior onda surfada por uma mulher em Portugal, e está entre as candidatas ao prémio Billabong XXL, na categoria “Biggest Wave Ride” feminino.

joana by joaorosadoEstima-se que a onda da Papoa, considerada segundo António Silva “a Mavericks portuguesa”, teria entre 8 a 10 metros e aconteceu numa situação excepcional.

A ex surfista profissional,de 33 anos e residente na Ericeira, conta já com vários títulos a nível nacional e europeu, e desta vez, aventurou-se nas ondas grandes de Peniche, que se registaram no passado dia 23.

Segundo a equipa da Jet Resgate Portugal, presente no local, “a península de Peniche, quando favorecida pelas condições ideais, torna-se facilmente num dos melhores locais para a prática do surf em ondas grandes no nosso país”.

Aliando o espírito de surf e as condições naturais da costa, a oferta de surf em Peniche revela-se cada vez mais abrangente e complementar, sustentando cada vez com mais ênfase o slogan “Peniche – Capital da Onda”.

A sessão foi registada por muitos fotógrafos, merecendo destaque a fotografia obtida por João Rosado, de Peniche que foi adotada como a foto principal da candidatura.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Telma Santos entra no "top 150" Mundial

A penicheira Telma Santos continua a subir no ranking internacional de badminton e atingiu hoje a 147.ª posição, após a recente vitória no Open da África do Sul, que terminou no domingo em Pretória.

Telma Santos subiu 12 lugares, chegando aos 11.490 pontos, depois de ter somado 1.700 com o triunfo sul-africano, o seu quarto sucesso em dois meses, após ter vencido os Opens de Hatzor (Israel), Marrocos e Botsuana.

A portuguesa, olímpica em 2012, tinha descido bastante no ranking, por não competir desde junho. Antes desta série de quatro triunfos era 355.ª. Quanto a Sónia Gonçalves, subiu 31 lugares após Pretória, onde foi quarto-finalista. Tem agora um total de 5.660 pontos.

domingo, 8 de dezembro de 2013

ESTM organiza XI Mostra Gastronómica para divulgar os melhores pratos de Portugal

Cartaz A Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (ESTM) do Instituto Politécnico de Leiria (IPLeiria) organiza, no dia 10 de dezembro, a XI Mostra Gastronómica para divulgar os melhores pratos de Portugal. O certame, que dará visibilidade a várias iguarias, artesanato e oferta turística de 11 regiões de Portugal, estará aberto ao público entre as 15h e as 18h30, nas salas D1 e D2 da ESTM, em Peniche.

Cerca de 120 estudantes estão envolvidos nesta Mostra que estará dividida em 11 espaços distintos, onde haverá degustação de iguarias tradicionais, vinhos e doces. Muitos dos produtos regionais foram patrocinados, e a maioria das iguarias será confecionada pelos alunos. Os visitantes poderão ainda apreciar o artesanato típico e conhecer as ofertas turísticas de cada região, nomeadamente ao nível do turismo gastronómico e do enoturismo.

«Esta iniciativa reunirá os melhores produtos e pratos regionais, e dará a conhecer a grande variedade gastronómica do nosso país», revela Teresa Mouga, diretora da ESTM. «Será, com certeza, uma experiência enriquecedora para os estudantes envolvidos, pois terão a oportunidade de confecionar as iguarias e conhecer os diferentes comentários e sugestões dos visitantes».

A XI Mostra Gastronómica estará aberta à comunidade académica, sendo que as restantes pessoas interessadas em visitar este certame poderá inscrever-se gratuitamente para visitar, bastando para isso enviar um e-mail com o seu nome para mostra.estm.2013@gmail.com até ao dia 6 de dezembro.

A Mostra é organizada no âmbito da disciplina de Enogastronomia do 2.º e 3.º anos da licenciatura em Gestão Turística e Hoteleira, e a disciplina de Gastronomia e Vinhos do 3.º ano da licenciatura em Restauração e Catering. O evento é coordenado pelos docentes Simão Oliveira, Miguel Móteo e Patrícia Reis.

A cerimónia de abertura está agendada para as 14h00 e contará com a presença de entidades institucionais, de patrocinadores e do corpo docente da ESTM.